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Leticia's favorite books »

terça-feira, 2 de agosto de 2016

A Leticia lê - julho terminando

E na segunda quinzena de julho:

eu li A elegância do ouriço, da Muriel Barbery - me recomendaram e emprestaram. Acho que eu jã tinha ouvido falar dele, mas não me lembrava. A narrativa me lembrou Marguerite Yourcenar, sabe, da História de Adriano? elegante e clássica. Basicamente, conta a história de uma concierge (vamos lá, é zeladora) que se finge de inculta quando na verdade ama coisas que os ocupantes do prédio considerariam muito sofisticadas para sua profissão (como Tolstoi e Brahms), e de uma das moradoras, uma adolescente suicida. A coisa vai crescendo de você gostar, e quando você vê, está envolvida com a vizinha simpática, os moradores do prédio, o possível romance - a única coisa que não me atraiu foi a adolescente chatinha e esnobe, tão inteligente que não consegue se achar no mundo. Ah vá. Mas, sem querer ser desagradável, eu não estava preparada para o desfecho.

O centauro no jardim, Moacyr Scliar - um autor por quem sempre tive curiosidade, e aí nas #andanças do mês, fomos ao Parque do Povo e lá peguei o livro. É realismo mágico, então não é pra todo mundo. Mas eu simpatizei com o centauro e estava super acreditando nele, porque a narrativa das emoções e do entorno são de fato boas. Acho (mas acho mesmo, certeza não tenho não) que é uma metáfora de, além de se sentir diferente, crescer numa comunidade rural e pequena numa família judia nas primeiras décadas do século, como imigrante. E, de novo, achei o final levemente anti climático.

El juego de Ripper, da Isabel Allende - adoro Allende, e esse livro, por ser físico e em espanhol, estava na fila há um tempão. É uma tentativa de mistério criminal dela - aparentemente ela começou escrevendo com o marido, e quase deu em divórcio, mas resolveu continuar sozinha. Gosto muito da Isabel Allende, porque ela tem essas narrativas que parecem alguém te contando uma história ótima enquanto vocês tomam café 'a tarde, sabe? uma voz boa. E esse livro, embora tenha elementos mais crus de assassinato, tem uma pegada meio YA (a filha da personagem principal é quem está tentando desvendar o mistério junto a seu avô). Eu gostei, Não amei, como Cuentos de Eva Luna, mas gostei bastante.

Truly madly guilty, da Liane Moriarty - acho bem injusto que esperei meses por esse livro e ele acabou tão rápido. E acho que essa é uma autora muito, muito consistente - há sempre um capítulo qualquer no qual eu penso "ah, acho que esse vai ser chato", e aí ela me desmente logo, e cria uma reviravolta que eu realmente não esperava, e eu tenho vontade de fazer isso aqui:


Incrível, dona Moriarty. Seu talento permanece. O livro conta a história de duas amigas desde o colégio, Erika e Clementine, embora essa amizade seja também questionada. Em um dado momento, me pareceu MUITO aquele filme que se originou de uma peça, O deus da carnificina. Adorei. Aliás, recomendo o filme também.

e pra agosto, gente? ganhei um certo pacotinho de livros emprestados e comprei o último Harry Potter (estou na verdade querendo reler todos os outros, só pra durar mais), então aparentemente estou na fase livros físicos. Tá interessante, tranquilo e favorável.

Um comentário:

  1. Eeeê, chegou, então?? Eu já ia perguntar. Depois vc me conta.

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