Books read

Leticia's books

To Kill a Mockingbird
The Catcher in the Rye
The Great Gatsby
Of Mice and Men
Animal Farm
One Hundred Years of Solitude
Lord of the Flies
Romeo and Juliet
Little Women
A Tale of Two Cities
Frankenstein
The Count of Monte Cristo
The Secret Life of Bees
The Memory Keeper's Daughter
The Joy Luck Club
The Da Vinci Code
The Kite Runner
The Shining
The Silence of the Lambs
The Bourne Identity


Leticia's favorite books »

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A Letícia lê - 1a. quinzena de fevereiro - aleticiale2018

Estive meio de férias nessa quinzena, então o post chega atrasado, mas aqui estamos!

Em fevereiro, li...

Os poemas possíveis, do Saramago.
Difícil falar desse livro imparcialmente. Acho que há coisas não incríveis, mas gosto TANTO dele, e em alguns poemas vocë quase "ouve a voz", sabe? E eles acabam te acompanhando pelos outros. Foi o primeiro livro que ele escreveu.

Os amores dificeis, Italo Calvino.
É um livro de contos: há alguns, como o amor do míope, que são brilhantes. O do leitor, com um cara que fica dividido entre dormir com alguém que conheceu na praia e terminar seu livro, é ótimo. O das formigas argentinas me deixou impressionada dias, sem nem saber muito o porquê. Ele foi o cara que diz que um livro clássico é o que nunca termina o que tinha pra dizer, que fica com vc, e bom, foi bastante assim.

No avião, peguei dois livros "chick lit":
Quem vai dormir com quem? é da Madeleine Wickham, outro nome pra minha amada Sophie Kinsella. O livro é fácil de ler, mas a história é bem marromenos (dois casais que são hospedados na mesma casa de verão por um amigo que quer ver o circo pegar fogo, porque sabe que eles vão ter conflitos) e fiquei aflita com algumas partes.

Bons na cama, Jennifer Weiner
Esse foi uma surpresa: adorei a protagonista, achei a história muito bem construída, "warts and all". Gostei menos no final, achei a passagem com o ex fracassando meio hollywoodiana, mas assim mesmo não diminuiu o brilho. Contudo... me contaram que a sequência é horrível e destroi tudo isso, o que é uma pena pq eu super leria.

Stoner, John Williams.
O que dizer? Que livro repleto de sensibilidade, de tristeza, de emoções implícitas e elaboradas. O sujeito que escreveu o posfácio disse que é curioso como um livro que começa com um capítulo falando "William Stoner morreu asism e assado, viveu assim e assado, tinha trabalhado a vida toda em x, deixa y e z", ou seja, conta "tudo"  sobre a vida do protagonista, ainda assim pode ser tão sensacional. E é a mais pura verdade. O que reforça minha teoria de que livros e filmes não são "sobre a história". São sobre como essa história, qualquer que seja, é contada. Absurdo de bom. Recomendo muito.

Tirza, Arnon Grunberg
Esse autor holandês me tirou do prumo. Da mesma coleção do Stoner, esse livro me foi emprestado com altas recomendações, e começa com aquela sensação que só escritores bons conseguem te dar, de uma esquisitice quase física, um incômodo com a relação do protagonista com a vida, a família, a filha, tudo que não é dito, enfim. E aí, coloquei uma review com spoilers no goodreads, ent"ao vou deixá-los fora daqui, mas gente, cada coisa que acontece deixa vc naquele estado de falar em voz alta sabe?, como se estivesse só, mesmo que não esteja. Me vi dizendo "como assim?", "não é possível", "oi???" como se achasse que estava conversando com o autor. Um livro incrível, embora longe de confortável ou feliz.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

6on6


Esse post é muito difícil de escrever sempre: imagine quando estamos de férias fisicamente num lugar lindo e mentalmente com olhar fresquinho. Então começo com Camilla Watson, uma britânica que adotou Lisboa como sua cidade e retratou os moradores de Alfama nas paredes do bairro. Pura poesia.

Um pavão no Castelo São Jorge, só porque sim.

As gaivotas são fofas e fotogênicas; e aqui, famintas 💜

O Oceanário de Lisboa nos deixou ver um tubarão assim pertinho! 😱

Preciso dizer algo? Palácio da Pena em Sintra.

No Instagram do blog eu já me derreti com a Fundação José Saramago. Chorei lá dentro porque existe gente que nem ele no mundo e ainda nem o sabem - ele começou acescrever tao tarde... 

No Instagram do blog tb falei da casa do Fernando Pessoa. Mas essa é a vitrine ao lado da Livraria Lello, no Porto (tb retratada lá).

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A Letícia lê - janeiro 2018 parte 2! aleticiale2018

Memorial de Maria Moura, Rachel de Queiroz
Eu amei o primeiro livro que li dela, um de contos e crônicas, e aí achei o segundo, As três Marias, marromenos. Mas esse... Maria Moura somos todas nós! que mulher incrível, forte, à frente de seu tempo, intensa... não deve nada à personagens do Jorge Amado, por exemplo. Mega recomendado.

Na minha pele, Lázaro Ramos
Gosto dele, e achei a ideia principal do livro muito bonita, assim como as reflexões que ele traz são relevantes pra sociedade e pra vida. Mas no final fiquei pensando em que isso mudou minha trajetória como leitora: ou seja, a simpatia que eu tinha com ele e com o tema do preconceito já existia, e não vi muito além disso. Acredito que eu esperava uma construção de novos patamares para mudar essa jornada, sabe?

O mesmo mar, Amós Oz
Esse escritor israelense fez sucesso com outro livro há muito tempo. Esse livro é escrito de forma quase poética, meio metrada, e sob os diferentes pontos de vista: a mãe, o pai, o filho, a amiga/quase namorada do pai, a amiga/quase namorada do filho, e um onisciente Narrador que se coloca de vez em quando na voz. Achei o formato mais interessante que a história.
Gosto bastante de ler autores de lugares distintos, esse ano vou fazer o registro disso (#jornadapelomundoliterário no instagram do blog).

O primo Basílio, Eça de Queiroz
Além de ser a origem daquela narrativa fofa do Amor I love you da Marisa Monte "Tinha suspirado. Tinha beijado o papel devotamente. Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades. E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso...", pela voz da Luísa, a protagonista, é um livro gostoso de ler. Tem um ar meio Madame Bovary, afinal é uma história de traição e intriga na sociedade lisboeta do fim do século. Mas é envolvente, há cenas quase de ação nas quais a gente está de respiração presa: e faz refletir sobre a veracidade dos sentimentos, o que se faz por vocação e o que se faz sendo levado. Li em algum lugar que o autor quis realmente fazer essa crítica à burguesia, pelos personagens Jorge e Luísa, o casal morno, pelo primo Basílio, janota sem caráter, pela roda de amizades (d. Felicidade versus Leopoldina simbolizando pontas diferentes), pelas poucas pessoas que tentam fazer o bem (Sebastião, Joana) e pelo mal encarnado na inveja e histeria (Juliana).

A casa dos Budas ditosos, João Ubaldo Ribeiro
Ouço falar desse livro há anos, e aí achei dando sopa no sebo. Descobri, como sempre, que não sabia nada sobre ele. Foi escrito com a intenção de honrar o pecado da Luxúria, numa coleção sobre os sete pecados capitais, e tem uma premissa de "recebi esse original de uma senhora devassa que queria suas memórias publicadas", desenvolvida com, claro, muito sexo e muitas opiniões desbocadas perante a sociedade conservadora que a gente ainda vive. Achei válido, mas ligeiramente cansativo, porque a partir de um certo momento, a concentração é realmente sobre a paixão da protagonista sobre o corpo e seu uso, e eu, possivelmente uma reprimida, fico querendo saber mais sobre as histórias das pessoas fora do corpo, se é que isso faz sentido. Enfim.

Stoner, William
Tinha vontade de ler esse livro há tanto tempo! Aí aproveitei a Black Friday e comprei por metade do preço (por ser capa dura, era bem salgado). A leitura é fluida e o personagem, tristemente cativante.

Altar ego, Kathy Lette
Fiquei com vontade de ler algum chick lit e esse tinha todas as características chave: capa levemente colorida, título engraçadinho, sinopse sobre noiva que desiste do casamento e volta a querer o ex... mas quase joguei o livro pela janela. A personagem principal era detestável e um desserviço para todas as outras mulheres adultas que de fato acham interessante saber o que se quer; suas amigas, adágio praquilo de "quem precisa de inimigas?"; o noivo, criatura patética e sem espinha dorsal; e eu poderia continuar aqui, mas quero me lembrar do próximo em vez desse volume que gastou três horas da minha vida. Afe.

Crônicas da vida pública, Luis Fernando Veríssimo
O goodreads me disse que Veríssimo é um dos autores que eu mais li, e assim mesmo fiquei pensando que havia títulos que não tinha lido - há muita coisa dele repaginada, as mesmas crônicas com outras capas e em outra ordem, então tenho sempre cuidado ao comprar coisas dele. Mas aí achei esse livro no sebo, e esse cara é tão incrível... mesmo sendo crônicas datadas, falando da candidatura do Obama ou de alguma descoberta científica de dez anos atrás, elas não perdem a graça nem a importância. Veríssimo é muito, muito especial.

As cobras, Luis Fernando Veríssimo
esse é um compilado de charges que eram publicadas em algum jornal. Embora com alguma repetição, ainda é engraçado e irônico na medida.

Nada para vestir, Arlindo Grund
Outra aquisição do sebo de um livro que já peguei nas mãos algumas vezes (gosto muito dos volumes das meninas originais do Esquadrão da moda, Trinny e Susannah) com curiosidade. Mas achei feio (tudo preto e branco), clichê (a famosa lista do "tenha uma camisa branca"), inútil (várias histórias sobre a origem das peças que devem ser super interessantes para outros leitores, talvez) e sem foco (a questão do tipo corporal, que na minha humilde opinião define muito do que se veste, estava timidamente no fim, depois de todas as listas e descrições chatinhas). Ou seja, não.



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Incursões na literatura

De vez em quando eu tenho vontade de voltar a ser a pessoa que "escrevia". Nunca fui disciplinada a esse respeito, mas como boa introvertida, os pensamentos engarrafados às vezes iam pra caderninhos diversos e, quase acidentalmente, para outros canais.
Aí uma amiga muito querida está publicando um livro nos próximos meses, e voltei a pensar nisso. Fiquei curiosa e descobri que ainda existo no mundo online, (olha o perigo!), que jamais esquece.

Aqui tem um conto, aqui tem outro. Esse site era um jeito de divulgar o que quer que você intencionasse, creio eu. Os dois foram publicados em 2003.
Me conta depois o que você achou.





http://www.blocosonline.com.br/versaoanterior2/literatura/prosa/ct03/ctp030401.htm

http://www.blocosonline.com.br/versaoanterior2/cine/cinelitpro05.htm

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A Letícia lê de volta! janeiro aleticiale2018

aproveitando dias de férias e chuva nos quais eu fiz bem pouco além disso aqui, li numa tacada só Philip Pullman (ganhei o que ele lançou agora e que supostamente é o início de tudo, conta sobre a Lyra quando bebê, e segui com a trilogia novamente só porque ela é deliciosa).

Devem haver spoilers, então leia por conta e risco




La Belle Sauvage -
aqui ele conta como a Lyra chegou à Universidade Jordan, quando ela, bebê, foi rejeitada pela mãe e o pai foi impedido de ficar com ela, e portanto ela foi enviada a um convento;  Lord Asriel parece muito bonzinho, mas por quem vc se apaixona mesmo é o Malcolm, que junto com uma servente da cozinha da estalagem, salva a Lyra e a entrega sã e salva depois.

A bússola dourada
Como não se apaixonar por essa menina curiosa, independente, que tem o daemon mais fofo (Pantalaimon), e entra em várias aventuras? Aqui a gente já tem vilões, mas não muito bons, rs: a Lyra escapa de todo mundo alternadamente e sem grande dificuldade, me parece ligeiramente incrível...

A faca sutil
Nesse volume a gente conhece o Will. Ele é um personagem muito adorável, mas eu, como muitos leitor3es do goodreads, me incomodei com o fato de que subitamente a Lyra parece toda dócil e dependente dele, que, por conta de seus próprios problemas, é meio cabeça dura. Também é um livro mais difícil, mais dramático e triste.

A luneta âmbar
E aqui chega a dra. Mary Malone, uma mulher incrível. O livro tem uns momentos meio incômodos em termos de religião que parecem meio desnecessários - não sei bem explicar, é um tom, uma conversa eterna sobre o pecado que é descoberto na puberdade, os mortos que tinham ficado no limb e só saem falando a verdade, a Lyra sendo a Eva... (e como, se vamos conversar, ela fica sem Adão?)  Mas também tem muito amor, o da bruxa Serafina com Coram, o da Mary pela vida, os vilões... O fim é muito triste e eu obviamente chorei. Mas ainda me lembro de querer ter uma filha e chamá-la de Lyra pela trilogia.

Aí, como já estava com um pé na memória de "como esses livros são incríveis, depois de 20 anos de lê-los pela primeira vez", reli também Harry Potter. A última vez que eu tinha lido foi em 2008, e acho que manter esse intervalo só renova minhas esperanças na literatura juvenil bem escrita (a primeira vez foi quando foram lançados, em 99 e adiante). JK Rowling me lembra Roald Dahl, embora acho que a série tenha se tornado menos inocente no seu decorrer. E eu sou absolutamente louca por Roald Dahl, então, estou em casa.

great spoilers ahead, read if you want to!
And, all in all, I just want to say that the real magic is the writing, because no sooner do we finish one chapter than we resent real life for keeping us from reading the next. I was mesmerized! Just like the first time I read it, by the way, in 99. Or the second, ten years later. The feeling of wanting to wake up early to read it is just incredible.

Harry Potter and the Sorcerer's stone
Who is humanly capable of reading about Four, Privet Drive, the cupboard under the stairs, and not to fall in love at once? Harry is relatable, someone you want to protect, and hug, and teach. Then there's the description of the Great Hall, the role played by Dumbledore, the first feelings of friendship and "belonging"... honestly, I still think JK Rowling rocks. She's compared to Roald Dahl by some reviews, and I understand it, and of course there are elements that you see in other books too - but the seaming is amazing. And the usual thirty last pages making you cry too.




Harry Potter and the Chamber of secrets
The cunning Mr Voldemort and the way he pried unto the girls' vulnerability was just so mean, and so Voldemort... and of course this time I knew the villains, but the book brings new suspects and for a moment you almost believe it could be any of them. The ending is cute too.

Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Sirius is one of the best pieces of evidence of JK Rowling's immeasurable talent. Bet you hated him, and bet you cried when you found out Harry could be loved by someone else too. The whole Animagi thing is a great idea too, and very well carried out. And Gilderoy Lockhart and his vanity was so fun! Dementors and Mudblood were also great analogies to human (Muggle) behavior...

Harry Potter and the Goblet of fire
Let's not even talk about the awful loss you face in this book. I honestly didn't remember when it happened, and for a minute thought maybe I remembered incorrectly because of the movie. So sad! Also, Harry doesn't waltz around at any point, because he didn't want the Triwizard Championship, he doesn't play Quidditch, he just mopes about things, Cho included. Who by the way is such a pain.
Hermione and the whole Freeing the house elves seemed a bit pointless, I kept thinking it would lead somewhere but maybe it was just JK's way of talking about slave labour and raising a flag. And I loved Lupin, of course, but that Mad Eye was such a bad surprise... Finally, Rita Skeeter's ending was sort of anti climatic. I liked Harry's nobility saving people in the championship and then sharing the prize with Cedric, because I think that's really who he is. But all in all, it was a great book.

Harry Potter and the Order of Phoenix
And here is my least favorite book. Harry is a sulky teenager and for half the book I just want to give him a piece of my mind. I completely understand and admire the author for doing it - after all, a boy who had that upbringing couldn't be a lovely teen and couldn't help but feeling what he felt, the best of us wouldn't - but still, it's awful. Ah, and why didn't anybody use Veritasaerum or the Pensieve to prove that Harry was right??? HIs stubbornness with the dreams and Occlumency drove me crazy too, even if it opened the door for the fact that his father was not the perfect guy he had thought before - which again, makes all the sense at this point of his life. Way to go, dr. Rowling :P
We again understand that Snape is a horrible person - having been built on like that for five books now. Little do we know what's ahead...
I love Fred and George more and more by the chapter, they never cease to be adorable. Neville becomes even sweeter. Cornelius Fudge should've been whipped. Dolores Umbridge was a satisfying villain handled, at least. Dumbledore's Army was the highlight of an otherwise very mopey book - and Luna Lovegood, maybe, who is a sweet character. And again, dark and sad ending, and even Dumbledore couldn't make it better. Too little too late, I'd say.




Harry Potter and the Half blood prince
A red herring was thrown here, and one spent 80% of the book guessing who the half blood prince was after all. Anyway, it was interesting and well written, and you see clearly the characters walking their own paths, you know? Also, Luna Lovegood, who's always a light to expect in this life full of pragmatic awful things.

Harry Potter and the Deathly Hallows
Such a dark, sad book. Of course, it ends with a glimmer of hope, but there were over 50 deaths in the final battle alone, and four others that were touching and awful throughout the book: Dobby, Fred, Lupin,  so horrible. Still, it ended beautifully, because it was the only way it could have. And the loved ones accompanying Harry to the battlefield were just a touch of magic, no pun intended, even though the speech he gave Voldemort at the end was a bit too movie like for me (you know when the villain and the hero talk endlessly before getting at each other's throats?)

Harry Potter and the Cursed Child
Just like the moody teenager Harry, because after all what goes around comes around, here you have Albus Severus, the second son of Harry and Ginny, being equally insufferable. The story is not terrible, but the script format and the aforementioned annoying teen didn't do it for me.


SalvarSalvar

sábado, 6 de janeiro de 2018

dezembro - 6on6


O primeiro banho (do ano) a gente nunca esquece? Panzerotti leva o hábito da Zara (de beber água na torneira) a um novo patamar...


Ele também destruiu meu terrário lindo e eu chorei... mas olha que lindeza as suculentas são!


Fiz cocada de forno da Rita Lobo!


Lá de Boston veio um mimo de uma amiga que já foi aluna, companheira de trabalho, e está na minha vida desde que era uma menina adolescente e eu reportava para seus pais em vez de essa mulher maravilhosa que já tem um filho lindo entrando quase na adolescência também.

Mais legal que ler as cartas entre Saramago e Jorge Amado foi fazer reserva no mesmo restaurante para o qual o primeiro convidou o segundo. Portugal, aqui vamos nós!




terça-feira, 26 de dezembro de 2017

dezembro! aleticiale2017

Vamos lá! pra terminar o ano, eu li:

As brasas, Sandor Marai
Veio emprestado, e gostei tanto quanto gostei do outro que eu li dele, De verdade. O autor, considerado húngaro, na verdade nasceu na cidade que hoje é Kosice, na Republica Tcheca, que eu por acaso visitei, a trabalho, então quis mencionar hahaha. A história é sobre um senhor, Henrik, que sempre esteve bem de vida e teve um amigo por muito tempo que estimava profundamente. Em algum momento, já na vida adulta, o amigo sai da cidade e eles deixam de se ver por mais de quarenta anos, mas as memórias de Henrik ainda são perfeitas - e mais elaboradas, pois sua desconfiança o foi ajudando a ser exato sobre elas.
A narrativa inteira gira em torno de algumas memórias sobre esse amigo, a governanta Nin e um longuíssimo discurso para o amigo, e eu me vi meio admirando a escrita e meio querendo chegar ao final - até descobrir que afinal, o final não tem o tipo de encerramento que eu acharia. Não dá pra falar da comparação mental que eu fiz sem possivelmente dar spoiler, então só vou dizer que gostei muito.

Menininha e outras crönicas, Rachel de Queiroz
No sebo, encontrei quatro livros da Rachel de Queiroz e estou numa sequencia deliciosa. Esse livro tem crönicas que foram escritas antes de eu  nascer e ainda fazem perfeito sentido, seja falando de feminismo ou de política.

O caso Morel, Rubem Fonseca
Acho que preciso desistir do Rubem Fonseca. Não há nada de errado com o livro, é claro, mas simplesmente não me apetece. Essa foi a história de um sujeito entrevsitando um preso que conta sua história, e ele se envolve, claro. Acho brutal, vejo menos o apelo humano e emotivo que o jornalístico e me perco.

Dois irmãos, Milton Hatoum
Esperei muito desse livro, nem sei o porquê. Finalmente o encontrei no sebo, e bom... achei razoável. Gosto muito de histórias de imigrantes, do olhar que tem sobre o novo mundo, das culturas familiares que a gente nem sabe que está preservando até ser incluído em outra família e ver que nem todo mundo fazia daquele jeito. Mas achei o Omar e Yaqub quase estereotipados em seus opostos, o que me irritou porque me pareceu meio falso, meio raso - não vi nada "bom"  ou "politicamente correto" no Omar e nada de deplorável no Yaqub, e simplesmente acho isso difícil de entender. Ao contrário dos pais, que entendo, e até da irmã, neles eu me impacientei e fiquei feliz ao terminar por me livrar dos dois. Sei lá, vai ver essa era a intenção do autor...

As três Marias, Rachel de Queiroz
Me lembrou muito As meninas, da Lygia, talvez pela época narrativa e serem trës meninas repletas de curvas e retas, crenças e alegrias. Adorei a narrativa, gostei menos delas.

Falando o mais rápido que eu posso, Lauren Graham
Pra quem curte Gilmore Girls, é um olho mágico na gravação antiga e na nova. Gostosinho. Comprei inclusive pruma amiga que compartilha essa paixão.

Com o mar pelo meio, Jorge Amado e Saramago - Cartas
A gente se vê sorrindo sem querer porque é tanta beleza numa carta que basicamente fala de problemas na vista ou viagens pra receber prêmios que vc entende que os dois eram feitos de histórias, como diria Galeano.

O conto do amor, Contardo Calligaris
Gostei mesmo foi da descrição italiana de Siena e outros lugares, que me fez voltar praquele lugar maravilhoso que é a Itália. Da história em si, acho que foi aceitável, mas não mudou minha vida.

Poesia reunida, Adelia Prado
O que tem em Minas que fabricou tanto poeta, né? Adelia foi uma grata surpresa.

Parece que consegui chegar no desafio do Goodreads de 2017, e fiquei feliz por cumprir algumas metas pessoais: li pelo menos um não ficção por mës, li muito mais literatura nacional, li poesia, foi um ano literariamente muito compensador. Também registrei no instagram (aspequenasegrandesalegrias) com a tag #aleticiale2017. Espero que 2018 traga ainda mais alegrias pequenas e grandes!





Feliz aniversário

Jamais esqueci do seu aniversário.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

2a. quinzena de novembro - A Letícia lê 2017

I've read/Eu li/He leído...

Un novio para Jane, Melissa Senate - me sonó lleno de cliches, pero probablemente porque fue escrito hace veinte años y todo se repite bajo al Sol. Basicamente, la vieja história de buscar un novio a una chica mediana.

Gestão pessoal, da coleção da HBR - uma coletânea de artigos sobre gestão, liderança, gestão do tempo. Adorei um chamado "os circuitos sobrecarregados" ou algo assim, ressoa na vida real. Gostei muito de metade deles.

Os sete hábitos das pessoas muito eficazes, Stephen Covey - tinha um certo preconceito sobre esse título, mas me surpreendeu positivamente. Bastante americano no sentido de "Vc pode tudo, seja proativo, etc", mas ele é ótimo contador de histórias para ilustrar os sete hábitos, que vão desde Seja proativo a Afine seu instrumento (falando de como vc precisa ser um ser humano integral, basicamente).

Terminei também os próximos Game of thrones (falta só o 5o.), que agora começaram a ir prum caminho diferente da série. Os livros se dividem em pessoas (um capítulo por personagem), então é bem interessante.

É isso. Timidozinho, né? mas a vida tá difícil, gente. Por outro lado, li mais de 100 livros da minha própria estante esse ano, cumprindo minha meta de desapego e realidade. E li não ficção, li literatura de vários países, li antigos favoritos, li um pouco de tudo. Tudo isso pra dizer que aí teve Black Friday e não resisti a comprar três livros: o da Lauren Graham, a Lorelai de Gilmore girls (li o primeiro e gostei bastante, esse parece bom), o de cartas entre Saramago e Jorge Amado, que já tinha quase lido pq toda vez que ia à livraria eu lia um pedaço, e o Stoner, do John Williams, que finalmente estava num preço bom - ele é capa dura e custava tipo 75 reais, impraticável, né?

E assim caminhamos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

6on6


1. Eu não sei andar de bicicleta. Isso dito, descobri que alugam triciclos no Ibirapuera e matei a vontade de criança de passear no ventinho feliz do feriado.



Essa é a maior novidade da família: um pacotinho de amor chamado Miguel que é o primeiro bebê da família



Exposição do Instituto Moreira Salles, gratuita e impactante. O que você pensa olhando essa foto?


Rita Lobo tem que ser uma ídola se conseguiu me fazer cozinhar torta de limão e ficar linda.

Turistar em SP é maravilhoso: Jardins da Independência, no Ipiranga.


Bate e volta na praia, porque é muito bom sentir cheiro de mar...





terça-feira, 21 de novembro de 2017

aleticiale2017

I've read/eu li...

A felicidade, desesperadamente - André Comte Sponville
Transcrição de uma fala do autor sobre a felicidade, é um presente: li umas quatro vezes e sempre volta pra estante mais sublinhado que anteriormente. Começa contrastando a visão do Platão de que desejo é falta (ou seja, não é possível ser feliz porque você está sempre procurando o que não tem) e expondo toda a ideia por trás; depois passa por Spinoza e outros pensamentos, e você não consegue deixar de se relacionar com a escrita. Incrível.

Psicologia do inconsciente, Jung
Uma porta de entrada interessante, didática e fácil, mas também incompleta, porque é uma transcrição. Fiquei com gosto de quero mais várias vezes.

The other side of story, Marian Keyes
The story of four women, all intertwined, makes (almost) a good Liane Moriarty. But I found myself enjoying it but not loving it, and won't miss it - donation pile. Apparently I enjoy Marian Keyes more in her non fiction stuff.

Game of thrones, George Martin
It is very faithful to the series, mostly: the first difference that matters is shown on the third book. I've started the fourth, so more to come.

Vince and Joy, Lisa Jewell
It sounded like a soap opera for most of the time; cute, but not terribly interesting and imho, a bit far-fetched, especially at the end - some knots left loose, I think. I miss just enjoying a good chick lit.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

outubro 2017 - aleticiale2017

I've read/Eu li...

In the country of last things, Paul Auster
Post apocalyptic novel told through a letter by Anna Blume, a 19 yo who went to a country possibly devastated by an epidemic in search of her brother and found so many other things - sickness, destruction, rubble and poverty, but also friends and love and hope. Funnily enough, I like it more now that I finished it, looking back.

La velocidad de la luz, Javier Cercas
Muy interesante y triste en muchos aspectos, el relato del escritor sobre su vida, su búsqueda constante y su fascínio por el ex soldado de Vietnam que se cambia en objeto de sus libros es humano y frágil. Me pareció un poco pretensioso, pero pocos libros sob la perspectiva de escritores no lo son.

31 Dream Street, Lisa Jewell
 I really like British chick lit, but I hated most of the characters: Horribly down people, selfish and weird in different ways. Maybe everybody is like that, but then I go down the road again: why the pink deceitful covers? it would be more honest to place it somewhere else. In the end, it was pretty hateful, because even the redeeming things - like the person who pilfers money at the end and writes back in sorrow confessing, after entering the 12 step program - doesn't give it back or anything. I mean, I finished with a bitter taste in my mouth, like, I understand sadness, but six different people living under one roof have to be all so messed up at once? is that even normal? bugged the hell out of me.

La increíble y triste historia de la cándida Eréndira y de su abuela desalmada, Garcia Márquez
No me odies si te digo que no lo ame profundamente. El cuento que dio nome al libro, y es la cosa más triste pero un poquito dulce, sí. Pero los otros... me dieron la sensación de buscar a quien se lo habían escrito - la edición dice que Gabriel García Márquez escribió los cuentos para niños, y a mí me encanta Roald Dahl, pero eso me pareció un poquito exagerado... no lo sé. El realismo fantástico está muy presente y es fascinante, pero es lo único que amé de verdad.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

aleticiale2017 - 1a. quinzena de outubro

I've read/eu li...

Marian Keyes só:

The brightest star in the sky - I liked it much more than I thought I would, especially after This charming man, which went into the "donation" pile, because I didn't like it enough to think I'm going to re read it at some point. Got annoyed and confused with some of the characters, such as the alcoholic lady's husband, but maybe it was intentional. All in all, a keeper.

This charming man
It reminded me of Big little lies with all the convoy and the not obvious villain, but I thought it was less interesting and somehow too long. I hated Lola with a passion until I realized it had to do with the lack of pronouns in her narrative - which I understand from the point of view of differentiation between characters, but still pushed all my buttons. Then I disliked Marnie but acknowledge the fact she was a very well built character - as opposed to her silly husband. Grace was okay, as well as Damien.
All in all, too complex for chick lit - which is okay, only the cover with pink and brightness is a bit misleading - but not enough to go into the big boys' group of great novels either, imho.

I know I'm slower, but work has been intense and I've been facing my bookshelves as a bookstore - picking whatever I feel like writing at the moment - so things get their own rhythm and I don't fight it. Felt like a wise thing to do.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

setembro 6on6

6on6 chegando de novo!


Já ouviu falar de Lego serious play? um jeito muito legal de se falar de coisa séria! aprendi com a @smart play br e a Paquisa, uma coisa bem linda :)

Outra coisa bem linda foi a companhia da barca dos Corações partidos, no Auto da barca do sol, no SESC. Que sensacional! ainda estão no SESI.


Mais uma lindura: o kit terrário da coisinhas e tal ateliê, segue no instagram, persegue a Lara na feirinha do Bristol, faça seu terrário! é muito amor!


outro amor: o bolo de laranja e amêndoas da @ritalobo, tem coisa mais linda?

e claro, a presença ilustre da Prue adorando o sol, minha gorda fofa el inda.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

2a. quinzena de setembro - aleticiale2017

I've read/eu li...

Moon palace, Paul Auster
Definitely one of the best story tellers I know. Marco Fogg, Julian Barber who was Tom Effing and who connects to Solomon Barber who finally goes full circle with Marco Fogg... I bow to you, Mr Paul Auster. Half soap opera and half adventurous craziness.

Sunset park, Paul Auster
I loved the characters and, as usual, Auster's writing is flawless. Even the abrupt ending is forgiven. The people living in an abandoned building, the silent Miles and his love for the young girl, his half brother and the accident and guilt, his obscure feelings and sad journey.

Invisible, Paul Auster
Between the sister Gwyn, the nemesis Born and the insipid Celine, I thought there was too much ado about nothing. Uninteresting Adam.


The road, Cormac McCarthy
One of the most surprising, interesting books I've read. It is really dark, in the gritty sense of it, and yet, you feel compelled enough to keep on reading because they are still very human, both the father and the son. And the ending... Trust me, go put it in your tbr. It's horribly sad, obviously, in a Mad Max post apocalyptic world vibe, but still honest and very photographic.

Made progress, right?

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

aleticiale2017 - 1a. quinzena de setembro

Vestido de noivo, Pierre Lematre - Até o meio estava muito cru e quase larguei. Depois disso, melhorou muito e o fim foi satisfatório...

41 stories, O Henry - what a delightful book! Every few pages, a surprise deepening the characters, revealing something you hadn´t predicted, involving you. And written so long ago. Recommended a thousand times.

The thing about Jane Spring, Sharon K. - Actually, the story was not terrible: a lawyer who's too stuck up (inheritance from her military father) and has no idea why she can't get a man. Oh yes, that is the gist of it. And the whole issue: I know it's chick lit, but it was really unnerving how she became Doris Day meaning dressed in pink and washing the dishes for her family. I'd love the hypothesis of her being able to soften up without becoming a sort of doormat. Ok, at the very end, she may have realized she shouldn't just become the pink lady, but still, it sounded sexist and dated to me, probably because I'm so tired of these assumptions regarding "the weaker sex" all the f... time.

Desculpa, sociedade. Tá f... e foi só isso que consegui ler nos últimos dias.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

agosto 6on6

Vamos lá, alcançando os compromissos: esqueci do 6on6 esse mês, que passou até rápido (agosto do ano passado teve 65 dias, eu me lembro), mas não deu conta de tudo que preciso fazer. É um ocupado bom - definido como todo mundo que eu amo está bem e vai passar - mas eu já tenho um superego gigante fazendo pressão em mim sem ter o peso de tantas bolinhas no ar.
Agora que eu elaborei bastante meu pedido de desculpas, hoje é feriado e eu tô aqui :)


Esse é um miniparque que encontramos pesquisando um lugar novo pra ir. Resolvemos ir a pé e a parte boa é que é bem fofo. A parte ruim é que demoramos mais andando pra chegar lá do que cruzando ele inteiro, é bem pequeno :P Mas rendeu uma manhã fofa e com essa vista. Árvores são lindas, né? meus únicos momentos de querer viver numa casa (prefiro apartamento hoje em dia) são ter um quintal com árvores e mais bichos.

Chá de bebê do meu sobrinho teve direito ao uso da cadeira azul da minha avó, que morreu aos 102 anos. Minha irmã é muito caprichosa e detalhista, ficou tudo lindo :)

Finalmente fui fazer o teste de nível do Instituto Cervantes, que tem conexões mil com o consulado e a embaixada espanhola e ministra os certificados. Meus pais são espanhois, mas nâo usávamos o idioma em casa, aprendi sendo submetida a ele mais que qualquer coisa porque como a família toda veio pra cá adulta, alguns nunca aprenderam a falar português direito e sempre houve muitos " patrícios". Enfim, fui classificada como C1.1, que é um nível de domínio do idioma, MAS a prova oral foi uma piada (quatro perguntas enquanto ele corrigia o teste), então não fiquei muito feliz. 


Ter amigos é tudo nessa vida, e uma querida lembrou de mim para me convidar para assistir a esse musical. Incrível ver musicais, o tempo e arte dispendidos em cada produção te lembra como nosso entretenimento hoje é enlatado. - Meu favorito ainda é Wicked, contudo :)


Dois pratos do Panelinha, da ídola Rita Lobo: o primeiro é uma carne de panela com cachaça. Ficou boa, segundo o controle de qualidade daqui de casa, mas pra mim ainda é muito trabalho. O segundo é o macarrão com salmão defumado e dill, que eu adoro, é ridículo de rápido de fazer e delicioso. Único problema é o dill, quando eu encontro (dessa vez foi no Mambo, já tinha ido ao Pão de açúcar, St Marché, hirota...) compro vários e deixo congelado.

Dá pra terminar sem o Panzerotti com esse olho arregalado, sempre procurando o que fazer? eu estava lendo e ele escondido atrás da mesinha. Muito amor.

Pronto, agora vamos em busca do que setembro nos trará :)

aleticiale2017 - 2a. quinzena de agosto e fim do goodreads challenge!

E aí que até 31 de agosto eu li... (Up to Aug 31th I´ve read...)

Oracle night, Paul Auster - He writes so well! I haven´t entirely loved it because the ending is kind of sudden, but the book as a whole is, as his usual work, a masterpiece.

A long way down, Nick Hornby - Starting on a rooftop known for being a platform for suicidals, the book unites four of them. And it is beautifully written, fun without letting drama aside... forgive me for saying so, but for me it sums down the British way.

A casa das sete mulheres, Leticia Wierzchowsky - Morria de vontade de ler esse livro - nunca assisti à série - e realmente gostei. Os personagens são fortes e dignos, e a única coisa que me incomodou é o estilo Garcia Márquez de todo mundo ter nomes similares.

Prendam-me por favor! Catharina Ingelman-Sundberg - Se eu fosse uma velhinha querendo viver bem, queria ser alguém assim inconformada. O livro tem tom de roteiro de cinema, é divertido de ler.

Mulher de neve, Leena Lehtolainen -romance de crime razoável, com boas surpresas. Nada inesquecível, mas bom pra ler com um chá ao lado no inverno - o que infelizmente não tem acontecido no nosso inverno que tem sido uma homenagem ao aquecimento global, fazendo 30 graus centígrados em São Paulo. (nota-se que eu adoro inverno?)

Tinta, Fernando Trias de Bes - É um livro sobre um livreiro, então achei que ia amar. Achei razoável, com boas conexões mas pouca "sustância".

Com esse livro eu terminei o desafio do goodreads para esse ano. Ano passado eu tinha chegado aos 260, mas queria ler mais literatura esse ano, menos entretenimento. Aí diminuí radicalmente. Mas, a la Dilma, vou aumentar a meta agora que cheguei à ela... Vambora? meu goodreads é leticiacrc.


domingo, 6 de agosto de 2017

#6on6 julho

Acho que nunca foi tão difícil escolher 6 fotos só. Sabe quando você tira fotos e elas parece que te enganaram, porque o que você vê é tão lindo, e a câmera não consegue captar, não importa quantas fotos você tire? Mesmo assim, a teimosia vive em mim e aqui estamos. Esta foi minha semana de férias:


Isso na verdade é parte de uma instalação de uma artista chamada Cristina iglesias. A parte toda de cima é de resina de vidro ou algo assim, com exceção do verdinho de baixo, invadindo, porque a instalação está no meio do mato, né... achei incrível essa interação.

Quem assistiu o documentário do Chris Burden no Netflix sabe como é legal ver essa obra ao vivo. Quem não, vai lá ver. O cara era tão sensacional, me fez repensar arte moderna. Ou pensar.


O mural da Adriana Varejão enche os olhos de alegria.

Entende o que eu digo sobre encher os olhos? Olha a quantidade de cores e de intensidade daqui. Só um pedacinho bem tímido de um laguinho, perto da instalação da Casa de Baile da Valeska Soares, que aliás também deveria estar nas fotos, mas né, só 6...

Em todo lugar havia esses bancos absurdamente sensacionais, e lindos, e confortáveis.


Parece a vista de uma janela, mas é um quadro do Luis Zerbini. <3

Sei que já deu 6, mas queria apresentar a Brumadinha, a galinha que a gente trouxe do quiosque da dona Neusa, no mercado central de BH, e agora mora lá em casa. Não é muito charmosinha?

segunda-feira, 31 de julho de 2017

2a.quinzena de julho - aleticiale2017

I've read/Li...

Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Márquez - O tal realismo fantástico te leva na vida de Aureliano e Arcadio (os quatro, cinco? perdi a conta logo) e te enreda. Muito, muito bem escrito. Mas me cansou ter que entender de qual deles eu estava falando, porque em tantos momentos eles tinham como interlocutores as mesmas pessoas, né? a Matriarca durou as quatro gerações, e eu queria me divertir com a prosa tão bem escrita e não pensar no que tinha acontecido com o Segundo ou Arcadio ou José ou... enfim. Que livro, assim mesmo.

Persépolis, HQ da Marjane Satrapi - Muito bem construído e desenhado. Mentira se eu disser que sei mais da história que eu sabia, embora seja chocante saber que o islamismo entrou assim tão de sopetão num lugar que já foi tão "ocidental". Mas foi interessante ler.

Contos escolhidos, Machado de Assis - Honestamente, não gostei de tudo. Um pouco porque a seleção é sempre muito peculiar, né? e um pouco porque talvez eu não tenha entendido todos. Hoje sei que saber um pouco sobre a vida da pessoa faz diferença para entender o contexto que ela escolheu. Mas alguns dos contos, como A igreja do Diabo, ou A cartomante, ou Teoria do Medalhão, ou o sobre Luiz Timóteo... fazem com que você pense que somente aquilo bastava para explicar conceitos como analfabetismo funcional, ironia, pontuação, literatura e vários outros. Mesmo com a edição, porque dizem que ele tinha um apreço um pouco exacerbado por pontos e vírgula, por exemplo. Que sujeito sensacional.

é isso que faz a leitura, não é? <3

Amor de Capitu, Fernando Sabino - Não achei que mudou minha vida nem minha visão de Dom Casmurro. Claro, acho que não esperava que o fizesse. Mas a proposta de reescrever com outra perspectiva é ambiciosa o suficiente pra vc achar que ele trouxe algo novo, e sequer identifiquei o que seria novo assim.

Asking for trouble, Elizabeth Young - Here is what I call a classical, well written chick lit. Old fashioned in its story and plot, in the characters and all, but fun, light, interesting.