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terça-feira, 15 de maio de 2018

A Letícia lê - 1a. quinzena de maio

I've read/eu li/He leído...

Durante aquele estranho chá, Lygia Fagundes Telles
Crônicas da dama da literatura, contando casualmente seus encontros com Clarice, com Mario de Andrade, com todo tipo de gente fantástica - incluindo Simone de Beauvoir EM PARIS. Fica difícil...

Jack & Alice, Jane Austen
Que coisa interessante! É um livro fininho, que aparentemente foi escrito quando Miss Austen tinha 12 anos, e conta a história de um egocêntrico e suas fãs. Repleto da mais fina ironia.

A jangada de pedra, José Saramago
Já falei como sou apaixonada por ele? Um dia, pessoas em torno da Espanha e Portugal descobrem que seus atos mais cotidianos parecem ter causado mini cataclismas, e a terra está se movendo, separando os territórios. Começa a acontecer um êxodo das pessoas que viviam mais perto do mar, que está perto da fissura, as pessoas mencionadas se encontram... que coisa poética e bonita é ter o dom da imaginação e o coração de Saramago.

As mentiras que os homens contam, Veríssimo
Outro dos meus ícones, este livro tem algumas das melhores crônicas, cheinhas de um humor que só podia ser dele. De rolar de rir. Eu cito Veríssimo como cito Friends, e sinto pena de quem não entende as referências.

Pomba enamorada e outros contos, Lygia Fagundes Telles
Que seleção maravilhosa, a começar pelo conto do título, pouco conhecido e tão lindo!!!

Quincas Borba, Machado de Assis
Machado é alguém que merece todo o estudo que lhe é devotado. Esse livro é maravilhoso. Rubião, herdeiro de Quincas Borba (e do cão Quincas Borba, "que viverá depois de mim"), rodeado da hipocrisia da sociedade carioca e da sua própria idiossincrasia, é um personagem ótimo.

Quem diria que viver ia dar nisso, Martha Medeiros
Diversas crônicas ótimas, cobrindo em torno de três anos.

Até que fui produtiva, né? tive uns dois fins de semana bem literários :P




sábado, 5 de maio de 2018

6on6 - abril




A Prue jogando videogame é fofa demais, né não???

Eu tinha feito essa foto toda bloguerinha achando que ia ter até um antes e depois com a receita e tals, agora que tenho facas de chef e tudo o mais. Spoiler: acabei com o dedão todo cortado e sangue pra todo lado na primeira lavada de uma delas, porque estava desacostumada a ter facas afiadas... 


Ter amigos é incrível, ganhar presentes idem, mas esse monte de mini fofuras em forma de bilhetes em cada um faz toda a experiência ficar ainda melhor né? coisa mais linda!

Adoro o Pan bocejando. Parece sempre um escandaloso!



Mês passado falei do Chianti chocommelier. Pois ali ao lado tem a melhor hamburgueria da cidade, o Meat Chopper. Sou maluca por todos os hamburgeres desses lugar.

E depois do sucesso de "meudeusdocéuritamanuscurtiuecomentoumeupost", apresentamos "meudeusdocéuritalobocurtiumeupost". #morri.



segunda-feira, 30 de abril de 2018

A Letícia lê - 2a. quinzena de abril

Eu li/I've read/He leído...

Tia Suzana, meu amor, Antonio Alçada Baptista
Sabe aqueles autores cujas frases você acha na internet e parecem incríveis? Esse português é um. Eu cheguei a buscá-lo em Portugal, mas não encontrei nada dele, e aí achei dois livros no sebo perto de casa. Mas acho que não me encantei. Essa história me lembrou muito, por motivos meio óbvios, o Tia Júlia e o escrevinhador, a coisa da fascinação pela tia experiente, mesmo que nesse caso não sexual. Tia Suzana é alguém interessante e madura, que na época desafiou conceitos e foi vanguardista, mas é só.

Contos russos, organizado por Rubem Braga
A primeira coisa que vou dizer não tem a ver com os contos: é com sua tradução, feita por pessoas incríveis, tipo Lins do Rego - autores brasileiros que aparentemente sabiam russo o suficiente para TRADUZI-LO. Babei. Enfim. Não amei tudo, claro, mas algumas coisas foram incríveis: um conto do Gogol chamado O capote, sobre um funcionário público que faz do centro da sua vida comprar um novo casaco, meu deus que horror e que gelo e que fisicamente difícil ler aquilo. Um conto do Tolstoi que é pura magia, chamado Os três staretzi, que confronta religiões e crenças e é sensacional. Um outro chamado Um tolo, de alguém com nome Leskov, que é o retrato da bondade. Um conto do Tcheckov que faz seu coração doer loucamente chamado O inimigo. Um que me lembrou Machado e aquele conto da cigana, de um autor chamado Tikkonov, chamado O califa. Entre outros. Livro que vale a pena.

A doçura do mundo, Thrity Umrigar
Esse livro já cruzou meu caminho várias vezes, e gosto muito dessas leituras sobre imigrantes - a protagonista é uma senhora que está nos EUA vivendo com o filho e a nora e o neto após a morte súbita do marido, e o choque cultural indiano versus americano, da família da nora versus a dela, da nova solidão versus sua personalidade, é interessante e pungente. É um livro realmente doce.

Incidente em Antares, Érico Veríssimo
A história principal do livro é incrível - há uma greve na cidade e sete defuntos fazem um levante para serem devidamente enterrados. Soa Garcia Marquez e achei bem incrível. Mas para chegar nisso, que de fato achei a parte mais interessante do livro, a gente passa por 250 páginas de contar coisas das brigas dos caras da cidade que não achei tão relevantes.

Para que no me olvides, Marcela Serrano
Me gustó menos que esperava.

Primer amor, Espido Freire
Otro libro del cual tenía buenas memorias que no vinieron al leerlo de nuevo. Ahora la creí un poco insoportable, en la verdad.

As pequenas memórias, José Saramago
É uma semi autobiografia da infância do Saramago. Não tem muita ordem ou lógica, ele só vai contando as coisas que lembra e como foi resgatá-las, inclusive a morte do irmão Francisco, os registros formais, os avós um pouco duros, os colegas de escola. Tem aqueles momentos tão absolutamente deliciosos, que retratam a pessoa dele, e outros que são só conversa de sofá, mas que refletem o objetivo do livro.

domingo, 15 de abril de 2018

1a. quinzena de abril - A Letícia lê


Eu li/I´ve read/He leído...

La función Delta, Rosa Montero - conocí a Rosa Montero en un viaje a Barcelona, por unos carteles en el metro, y después leí a La loca de la casa, que me encantó. La veí en FLIP 2006 y fué hermoso. Pero este libro... es la historia de Lucía, en su juventud y vejez, alternadamente, sus amores y memorias, y creo que el problema es que me aburrió terriblemente. Cuando la protagonista no te gusta, es muy difícil acompañar a las alegrias y tristezas que comparte.

Felicidade clandestina, Clarice Lispector - o conto do título é sensacional, mas não é o único que faz jus ao livro. O da Mocinha, a velhinha que não tem donos nem parentes, é tão pungente  e sensível que quase dói fisicamente, e alguns outros são tão puro talento que chegam a ser aulas de literatura.

Antologia poética, Mario Benedetti - el uruguayo más simpático del mundo <3



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sexta-feira, 6 de abril de 2018

6on6 março



Amo tanto chuva! ficar olhando cair, ouvir chuva, tomar banho de chuva. Sei que ela pode ser problemática pra quem mora na rua, e por conta dos mal educados que entopem os bueiros com sujeira, há alagamentos, mas só vejo alegria em tardes assim. Tento tomar chuva quando posso (ou seja, quando estou voltando pra casa).

Meu gato endemoniado curtiu o carrinho do Miguel! Vai entender... 

Também por conta do Panzerotti, também conhecido como o gato endemoniado acima, eu pedi à Lara, do cac.tu atelie - tem instagram), minha musa dos terrários, que me desse uma luz: ela foi além e me deu três! eses terrários pendentes ficaram lindos e além de ficarem na frente da janela e a dois metros do chão, longe do gato, tem pedras lindas e cheias de significado. Muito amor!

Lá longe está o Eddie Vedder e o Glen Hansard. Quarta vez que vou vê-lo, como Pearl Jam ou como Eddie, e sempre acho tão sensacional que me arrependo de não ter comprado ingresso pra todas as apresentações (aí me lembro que mesmo a um quilômetro de distância foi bem caro, claro). Dessa vez ele tentou fazer algo "intimista", e nas 2h20 de show pediu inclusive que não usassem celular (essa foi a despedida e aí ele deixou!). Duas coisas: uma, aí é que dava pra ver como as pessoas se desacostumaram de não ver o palco através de suas próprias filmagens; tinha um monte de gente filmando meio escondido as músicas, e eu pensava, Gente, ele tá logo ali, olha pra ele! não pra sua telinha. E duas, a gente está muito desacostumado também com esse tom: nesse dia, as pessoas enlouqueceram, gritando desde Vai Corinthians a Toca Raul toda vez que ele ficava dez segundos quieto. Fiquei com vergonha.
esse lugar é incrível e eu fiquei surpresa com quanta gente não o conhece. Se chama Chianti Chocommelier, é na Mourato Coelho, tem site e instagram, e harmoniza chocolate com um monte de coisas. (azeite, vinhos, uísque, café, etc). Esse aí é o "menu degustação", que combina o espresso com três bombons, e eu peço sempre os mesmos: caramelo com flor de sal, grana padano e gengibre. Inacreditável de bom. Fica a dica pra me dar presentes de Páscoa, Natal, aniversário, dia do índio, dia da árvore... aceito em qualquer ocasião.

Esse post no meu instagram FOI CURTIDO PELA RUTH MANUS. Quase desmaiei. Eu sou muito fã dela, que é essas cronistas que você lê e parece que está falando com você na fila do banco. Sensacional.


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sábado, 31 de março de 2018

2a. quinzena de março - A Leticia lê

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Eu li/I've read/He leido...

(apesar do tempo que parece andar cada vez mais acelerado, mas nem sempre: corre em alguns dias e esfrega sua indolência na sua cara em outros)

Um dia ainda vamos rir de tudo isso, Ruth Manus - No meu instagram, coloquei a foto do livro e citei a @ruthmanus, dizendo que ela era minha amiga invisível e nem sabia. Adoro o jeito dela escrever - sem soar arrogante, parece algo que eu mesma escreveria, só porque é meu tipo de humor, provavelmente - e amei muito esse livro. Ela respondeu na conta e eu quase tive um momento fã enlouquecida. Muito amor.

Feliz outono pra todo mundo, com essa folhinha lá do Rio Grande do Sul anunciando essa beleza chegando.


Surprise me, Sophie Kinsella - I think its the first very-grown-up-protagonist I've read from her books. The first chapter is about the couple going to the doctor and hearing from him that they probably have over 60 years together ahead, which freaks them out. Then at some point they decide to surprise each other regularly to spice things up and make time go faster. I've laughed out loud many times.

The break, Maryan Keyes - It's 567 pages or so. As the title implies, it's about a marriage that, after 10+ years, goes into a halt and the husband, a lovely man up to that moment, asks for a break after facing some personal dramas. He says he'll be away for 6 months, but he'll definitely be back. The wife, Amy, goes through all the stages of bargaining, acceptance, anger, etc etc, in a loop, following his decision and his departure. Then at some point she starts living her own life, out of rage or whatever. And that's all I can say without spoilers, but despite the very well written narrative and interesting characters, I thought there were more than a couple cliches ruining it.

As cerejas, Lygia Fagundes Telles - Há o conto original, da Lygia, e uma releitura de quatro autores sobre ele. Devo ter comprado por engano, porque como fazer uma releitura de Lygia??? Ainda assim, sem julgar, há alguns contos mais interessantes do que outros.

Charlie and the glass elevator, Roald Dahl - supposedly a sequel to the Chocolate factory, in this adventure eight people - the whole of Charlie Buckett's family plus Mr Wonka get on the glass elevator to take them to the factory and then it goes on orbit... the tirades are priceless.

Restore me, Tahereh Mafi - I've wanted to read about Juliette and Warner for so long! Followed the author's instagram, had the book on pre order... and then had this bittersweet taste in my mouth after finishing, because just like the whole of Juliette's life, IT'S NOT FAIR. I don't mean it's a spoiler or anything, it's just, so much sadness!

A volta do parafuso, Henry James - história de terror que foi filmada ad infinitum, acho: a preceptora de uma casa na Inglaterra, cuidando de duas crianças sobre as quais o tio em Londres não quer ser incomodado, começa a ver fantasmas. Logo descobre que elas também o veem. E aí a pequena Flora e o adorável Miles podem ou não ser tão pequenos e adoráveis como pareciam, assim como suas atitudes vão mudando. A narrativa é feita por alguém que transcreve a carta que essa governanta deixou para trás.

segunda-feira, 19 de março de 2018

1a. quinzena de março - A Letícia lê

Eu li/I've read

Mania de explicação, Adriana Falcão - um livro "infantil"com uma personagem que explica ilusão, saudade e várias coisas que a gente gosta de achar que são adultas. Muita fofura :)

Awakened, Brenda Davies - I've read worse, but I've read much better too: it's a College vampire romance, if there's such a genre, and at some point it becomes a mix of familiar scenes - floating beings, spiteful "original", "new" vampire... argh.

Um mapa todo seu, Ana Maria Machado - Nesse livro ela romantizou a história de Joaquim Nabuco, conhecido como patrono da abolição, e sua noiva, Eufrásia Leite, tão injustamente pouco conhecida na história. Eufrásia foi muito al[em de seu tempo, uma Jane Austen brasileira - não se casou, foi mulher de negócios astuta e do bem toda sua vida, e não permaneceu com Nabuco aparentemente em muito por um senso de feminismo e propriedade que nem tinha nome na época - não sei sequer se tem hoje. Livro gostoso de ler e que desperta curiosidade. Presente da Maria, que já é um presente :)

Manual da paixão solitária, Moacir Sciliar - Conheço quase nada desse sulista, e esse livro traz uma interpretação bíblica de uma história dentro de outra história, a la Paul Auster. Tem um desfecho interessante e uma narrativa boa. Não mudou minha vida, mas se eu tropeçar em outro livro dele, provavelmente eu o leia.

Objecto quase, José Saramago - Que delícia ainda ter livros dele que eu não li... esse tem seis histórias. Saramago quase sempre parte  de "E se essa coisa absurda aqui realmente acontecesse?", e vai levando a gente como aquele mito, por um fio de ouro, pelo labirinto. É incrível. Na verdade esse livro valeria uma pesquisa só sobre ele, porque agora que vi Portugal, tive a impressão de que há umas insinuações políticas (sobre aquele ditador, o Salazar, por exemplo) nos textos. Mas enfim. Há seis histórias, e eu achei três maravilhosas, gostei menos de outras três. Uma delas revolve sobre um carro que adquire uma vontade própria de "beber" gasolina e vira dono de seu motorista, algo entre Stephen King e uma analogia moderna que eu quase não compreendo mas sinto com as pontas dos dedos. Enfim, vale a leitura e eu ainda acho que esse sujeito é uma das pessoas mais geniais que já pisou nesse planeta.

Trocando olhares, Florbela Espanca - Sempre achei que ela era espanhola, acho que porque o nome soa espanhol. MAs Florbela era portuguesa, teve três maridos, aparentemente se suicidou, e escrevia versos docinhos, meio como os de "namorados", aqueles bordados portugueses.

Felicidade ou morte, Clóvis de Barros e Leandro Karnal - é uma transcrição de um debate entre os dois, e quase dá para "ouvi-los" se você já os ouviu na tv ou rádio ou pessoalmente. Alguns trechos são realmente incríveis, registrei no instagram do blog (aspequenasgrandesalegrias) algumas páginas que achei particularmente "ecoando" na vida.

Filosofia para corajosos, Luis Pondé - emprestado do mesmo amigo, esse eu gostei muito menos. Acho que porque o tom dele me irritou, me soava o tempo todo como aquelas pessoas que esbravejam achando que estão certas e você é um imbecil ignorante se não vê as coisas do jeito delas - post de facebook, sabe? estou aqui falando sozinho e fim. Então em algum momento eu já não prestava mais atenção no conteúdo e sim na forma, e aí já era...

Café é para os fortes, Anderson Couto - sobre café! uma fofura que ganhei de presente e tem curiosidades sobre a bebida, o jeito de tomar, seus benefícios...

terça-feira, 6 de março de 2018

6on6 - fevereiro


O primeiro cliente que eu visitei no retorno às férias estava num escritório com essa vista. Aí fica mais fácil, né não? O Rio é lindo demais.

Enlouqueci um fim de semana desses e, já que dentro de casa tenho limitações de plantas porque tenho um gato que é o demônio da Tasmânia, coloquei no hall tudo que deu, rs... 

Minha última semana de férias foi mais luxuosa que a Europa: passar a manhã no Ibirapuera, vazio, lendo, é sensacional.

Miguel lendo o livro que eu dei. Tá bom, talvez tentando comê-lo. Mas é um começo. Meu sobrinho é tão fofo <3

Cada um desses veio de um lugar no qual já colocamos nossos pezinhos, andamos que nem condenados, arrastamos malas e sonhamos. Viajar é viver...


Pra não perder o costume: Panzerotti disfarçado de Zara! 




sexta-feira, 2 de março de 2018

A Letícia lê - 2a. quinzena de fevereiro - aleticiale2018

Eu li/He leído...

Más allá del invierno, Isabel Allende
Allende es conocida por empezar sus libros siempre el 8 de enero, y dijo que durante las fiestas de navidades hablando con la familia le preguntaron si tenia ideas y todavía no las tenía, hicieron un "brainstorm"y terminó por ser la história de tres destinos que se cruzaron en Boston, con inmigrantes, hijos de inmigrantes, lenguas distintas y sorprendentes desfechos. La narrativa es siempre muy especial, llena de un talento que para mí es muy difícil de describir: la buena contación de estorias.

Noites brancas, Dostoievsky
A fofíssima da Maria me enviou esse livro, do qual eu só conhecia a questão do protagonista viver num mundo de sonhos quase inacreditável em sua descrição. Mas de algum momento do livro pra frente, isso dá uma guinada interessante, complementando esse mundo com outra visão interessante.

E foi isso, né... voltei à vida real, com despertador, trânsito, agenda pra ligação de cliente e bem menos tempo pra ler :P

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A Letícia lê - 1a. quinzena de fevereiro - aleticiale2018

Estive meio de férias nessa quinzena, então o post chega atrasado, mas aqui estamos!

Em fevereiro, li...

Os poemas possíveis, do Saramago.
Difícil falar desse livro imparcialmente. Acho que há coisas não incríveis, mas gosto TANTO dele, e em alguns poemas vocë quase "ouve a voz", sabe? E eles acabam te acompanhando pelos outros. Foi o primeiro livro que ele escreveu.

Os amores dificeis, Italo Calvino.
É um livro de contos: há alguns, como o amor do míope, que são brilhantes. O do leitor, com um cara que fica dividido entre dormir com alguém que conheceu na praia e terminar seu livro, é ótimo. O das formigas argentinas me deixou impressionada dias, sem nem saber muito o porquê. Ele foi o cara que diz que um livro clássico é o que nunca termina o que tinha pra dizer, que fica com vc, e bom, foi bastante assim.

No avião, peguei dois livros "chick lit":
Quem vai dormir com quem? é da Madeleine Wickham, outro nome pra minha amada Sophie Kinsella. O livro é fácil de ler, mas a história é bem marromenos (dois casais que são hospedados na mesma casa de verão por um amigo que quer ver o circo pegar fogo, porque sabe que eles vão ter conflitos) e fiquei aflita com algumas partes.

Bons na cama, Jennifer Weiner
Esse foi uma surpresa: adorei a protagonista, achei a história muito bem construída, "warts and all". Gostei menos no final, achei a passagem com o ex fracassando meio hollywoodiana, mas assim mesmo não diminuiu o brilho. Contudo... me contaram que a sequência é horrível e destroi tudo isso, o que é uma pena pq eu super leria.

Stoner, John Williams.
O que dizer? Que livro repleto de sensibilidade, de tristeza, de emoções implícitas e elaboradas. O sujeito que escreveu o posfácio disse que é curioso como um livro que começa com um capítulo falando "William Stoner morreu asism e assado, viveu assim e assado, tinha trabalhado a vida toda em x, deixa y e z", ou seja, conta "tudo"  sobre a vida do protagonista, ainda assim pode ser tão sensacional. E é a mais pura verdade. O que reforça minha teoria de que livros e filmes não são "sobre a história". São sobre como essa história, qualquer que seja, é contada. Absurdo de bom. Recomendo muito.

Tirza, Arnon Grunberg
Esse autor holandês me tirou do prumo. Da mesma coleção do Stoner, esse livro me foi emprestado com altas recomendações, e começa com aquela sensação que só escritores bons conseguem te dar, de uma esquisitice quase física, um incômodo com a relação do protagonista com a vida, a família, a filha, tudo que não é dito, enfim. E aí, coloquei uma review com spoilers no goodreads, ent"ao vou deixá-los fora daqui, mas gente, cada coisa que acontece deixa vc naquele estado de falar em voz alta sabe?, como se estivesse só, mesmo que não esteja. Me vi dizendo "como assim?", "não é possível", "oi???" como se achasse que estava conversando com o autor. Um livro incrível, embora longe de confortável ou feliz.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

6on6


Esse post é muito difícil de escrever sempre: imagine quando estamos de férias fisicamente num lugar lindo e mentalmente com olhar fresquinho. Então começo com Camilla Watson, uma britânica que adotou Lisboa como sua cidade e retratou os moradores de Alfama nas paredes do bairro. Pura poesia.

Um pavão no Castelo São Jorge, só porque sim.

As gaivotas são fofas e fotogênicas; e aqui, famintas 💜

O Oceanário de Lisboa nos deixou ver um tubarão assim pertinho! 😱

Preciso dizer algo? Palácio da Pena em Sintra.

No Instagram do blog eu já me derreti com a Fundação José Saramago. Chorei lá dentro porque existe gente que nem ele no mundo e ainda nem o sabem - ele começou acescrever tao tarde... 

No Instagram do blog tb falei da casa do Fernando Pessoa. Mas essa é a vitrine ao lado da Livraria Lello, no Porto (tb retratada lá).

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

A Letícia lê - janeiro 2018 parte 2! aleticiale2018

Memorial de Maria Moura, Rachel de Queiroz
Eu amei o primeiro livro que li dela, um de contos e crônicas, e aí achei o segundo, As três Marias, marromenos. Mas esse... Maria Moura somos todas nós! que mulher incrível, forte, à frente de seu tempo, intensa... não deve nada à personagens do Jorge Amado, por exemplo. Mega recomendado.

Na minha pele, Lázaro Ramos
Gosto dele, e achei a ideia principal do livro muito bonita, assim como as reflexões que ele traz são relevantes pra sociedade e pra vida. Mas no final fiquei pensando em que isso mudou minha trajetória como leitora: ou seja, a simpatia que eu tinha com ele e com o tema do preconceito já existia, e não vi muito além disso. Acredito que eu esperava uma construção de novos patamares para mudar essa jornada, sabe?

O mesmo mar, Amós Oz
Esse escritor israelense fez sucesso com outro livro há muito tempo. Esse livro é escrito de forma quase poética, meio metrada, e sob os diferentes pontos de vista: a mãe, o pai, o filho, a amiga/quase namorada do pai, a amiga/quase namorada do filho, e um onisciente Narrador que se coloca de vez em quando na voz. Achei o formato mais interessante que a história.
Gosto bastante de ler autores de lugares distintos, esse ano vou fazer o registro disso (#jornadapelomundoliterário no instagram do blog).

O primo Basílio, Eça de Queiroz
Além de ser a origem daquela narrativa fofa do Amor I love you da Marisa Monte "Tinha suspirado. Tinha beijado o papel devotamente. Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades. E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso...", pela voz da Luísa, a protagonista, é um livro gostoso de ler. Tem um ar meio Madame Bovary, afinal é uma história de traição e intriga na sociedade lisboeta do fim do século. Mas é envolvente, há cenas quase de ação nas quais a gente está de respiração presa: e faz refletir sobre a veracidade dos sentimentos, o que se faz por vocação e o que se faz sendo levado. Li em algum lugar que o autor quis realmente fazer essa crítica à burguesia, pelos personagens Jorge e Luísa, o casal morno, pelo primo Basílio, janota sem caráter, pela roda de amizades (d. Felicidade versus Leopoldina simbolizando pontas diferentes), pelas poucas pessoas que tentam fazer o bem (Sebastião, Joana) e pelo mal encarnado na inveja e histeria (Juliana).

A casa dos Budas ditosos, João Ubaldo Ribeiro
Ouço falar desse livro há anos, e aí achei dando sopa no sebo. Descobri, como sempre, que não sabia nada sobre ele. Foi escrito com a intenção de honrar o pecado da Luxúria, numa coleção sobre os sete pecados capitais, e tem uma premissa de "recebi esse original de uma senhora devassa que queria suas memórias publicadas", desenvolvida com, claro, muito sexo e muitas opiniões desbocadas perante a sociedade conservadora que a gente ainda vive. Achei válido, mas ligeiramente cansativo, porque a partir de um certo momento, a concentração é realmente sobre a paixão da protagonista sobre o corpo e seu uso, e eu, possivelmente uma reprimida, fico querendo saber mais sobre as histórias das pessoas fora do corpo, se é que isso faz sentido. Enfim.

Stoner, William
Tinha vontade de ler esse livro há tanto tempo! Aí aproveitei a Black Friday e comprei por metade do preço (por ser capa dura, era bem salgado). A leitura é fluida e o personagem, tristemente cativante.

Altar ego, Kathy Lette
Fiquei com vontade de ler algum chick lit e esse tinha todas as características chave: capa levemente colorida, título engraçadinho, sinopse sobre noiva que desiste do casamento e volta a querer o ex... mas quase joguei o livro pela janela. A personagem principal era detestável e um desserviço para todas as outras mulheres adultas que de fato acham interessante saber o que se quer; suas amigas, adágio praquilo de "quem precisa de inimigas?"; o noivo, criatura patética e sem espinha dorsal; e eu poderia continuar aqui, mas quero me lembrar do próximo em vez desse volume que gastou três horas da minha vida. Afe.

Crônicas da vida pública, Luis Fernando Veríssimo
O goodreads me disse que Veríssimo é um dos autores que eu mais li, e assim mesmo fiquei pensando que havia títulos que não tinha lido - há muita coisa dele repaginada, as mesmas crônicas com outras capas e em outra ordem, então tenho sempre cuidado ao comprar coisas dele. Mas aí achei esse livro no sebo, e esse cara é tão incrível... mesmo sendo crônicas datadas, falando da candidatura do Obama ou de alguma descoberta científica de dez anos atrás, elas não perdem a graça nem a importância. Veríssimo é muito, muito especial.

As cobras, Luis Fernando Veríssimo
esse é um compilado de charges que eram publicadas em algum jornal. Embora com alguma repetição, ainda é engraçado e irônico na medida.

Nada para vestir, Arlindo Grund
Outra aquisição do sebo de um livro que já peguei nas mãos algumas vezes (gosto muito dos volumes das meninas originais do Esquadrão da moda, Trinny e Susannah) com curiosidade. Mas achei feio (tudo preto e branco), clichê (a famosa lista do "tenha uma camisa branca"), inútil (várias histórias sobre a origem das peças que devem ser super interessantes para outros leitores, talvez) e sem foco (a questão do tipo corporal, que na minha humilde opinião define muito do que se veste, estava timidamente no fim, depois de todas as listas e descrições chatinhas). Ou seja, não.



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Incursões na literatura

De vez em quando eu tenho vontade de voltar a ser a pessoa que "escrevia". Nunca fui disciplinada a esse respeito, mas como boa introvertida, os pensamentos engarrafados às vezes iam pra caderninhos diversos e, quase acidentalmente, para outros canais.
Aí uma amiga muito querida está publicando um livro nos próximos meses, e voltei a pensar nisso. Fiquei curiosa e descobri que ainda existo no mundo online, (olha o perigo!), que jamais esquece.

Aqui tem um conto, aqui tem outro. Esse site era um jeito de divulgar o que quer que você intencionasse, creio eu. Os dois foram publicados em 2003.
Me conta depois o que você achou.





http://www.blocosonline.com.br/versaoanterior2/literatura/prosa/ct03/ctp030401.htm

http://www.blocosonline.com.br/versaoanterior2/cine/cinelitpro05.htm

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A Letícia lê de volta! janeiro aleticiale2018

aproveitando dias de férias e chuva nos quais eu fiz bem pouco além disso aqui, li numa tacada só Philip Pullman (ganhei o que ele lançou agora e que supostamente é o início de tudo, conta sobre a Lyra quando bebê, e segui com a trilogia novamente só porque ela é deliciosa).

Devem haver spoilers, então leia por conta e risco




La Belle Sauvage -
aqui ele conta como a Lyra chegou à Universidade Jordan, quando ela, bebê, foi rejeitada pela mãe e o pai foi impedido de ficar com ela, e portanto ela foi enviada a um convento;  Lord Asriel parece muito bonzinho, mas por quem vc se apaixona mesmo é o Malcolm, que junto com uma servente da cozinha da estalagem, salva a Lyra e a entrega sã e salva depois.

A bússola dourada
Como não se apaixonar por essa menina curiosa, independente, que tem o daemon mais fofo (Pantalaimon), e entra em várias aventuras? Aqui a gente já tem vilões, mas não muito bons, rs: a Lyra escapa de todo mundo alternadamente e sem grande dificuldade, me parece ligeiramente incrível...

A faca sutil
Nesse volume a gente conhece o Will. Ele é um personagem muito adorável, mas eu, como muitos leitor3es do goodreads, me incomodei com o fato de que subitamente a Lyra parece toda dócil e dependente dele, que, por conta de seus próprios problemas, é meio cabeça dura. Também é um livro mais difícil, mais dramático e triste.

A luneta âmbar
E aqui chega a dra. Mary Malone, uma mulher incrível. O livro tem uns momentos meio incômodos em termos de religião que parecem meio desnecessários - não sei bem explicar, é um tom, uma conversa eterna sobre o pecado que é descoberto na puberdade, os mortos que tinham ficado no limb e só saem falando a verdade, a Lyra sendo a Eva... (e como, se vamos conversar, ela fica sem Adão?)  Mas também tem muito amor, o da bruxa Serafina com Coram, o da Mary pela vida, os vilões... O fim é muito triste e eu obviamente chorei. Mas ainda me lembro de querer ter uma filha e chamá-la de Lyra pela trilogia.

Aí, como já estava com um pé na memória de "como esses livros são incríveis, depois de 20 anos de lê-los pela primeira vez", reli também Harry Potter. A última vez que eu tinha lido foi em 2008, e acho que manter esse intervalo só renova minhas esperanças na literatura juvenil bem escrita (a primeira vez foi quando foram lançados, em 99 e adiante). JK Rowling me lembra Roald Dahl, embora acho que a série tenha se tornado menos inocente no seu decorrer. E eu sou absolutamente louca por Roald Dahl, então, estou em casa.

great spoilers ahead, read if you want to!
And, all in all, I just want to say that the real magic is the writing, because no sooner do we finish one chapter than we resent real life for keeping us from reading the next. I was mesmerized! Just like the first time I read it, by the way, in 99. Or the second, ten years later. The feeling of wanting to wake up early to read it is just incredible.

Harry Potter and the Sorcerer's stone
Who is humanly capable of reading about Four, Privet Drive, the cupboard under the stairs, and not to fall in love at once? Harry is relatable, someone you want to protect, and hug, and teach. Then there's the description of the Great Hall, the role played by Dumbledore, the first feelings of friendship and "belonging"... honestly, I still think JK Rowling rocks. She's compared to Roald Dahl by some reviews, and I understand it, and of course there are elements that you see in other books too - but the seaming is amazing. And the usual thirty last pages making you cry too.




Harry Potter and the Chamber of secrets
The cunning Mr Voldemort and the way he pried unto the girls' vulnerability was just so mean, and so Voldemort... and of course this time I knew the villains, but the book brings new suspects and for a moment you almost believe it could be any of them. The ending is cute too.

Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Sirius is one of the best pieces of evidence of JK Rowling's immeasurable talent. Bet you hated him, and bet you cried when you found out Harry could be loved by someone else too. The whole Animagi thing is a great idea too, and very well carried out. And Gilderoy Lockhart and his vanity was so fun! Dementors and Mudblood were also great analogies to human (Muggle) behavior...

Harry Potter and the Goblet of fire
Let's not even talk about the awful loss you face in this book. I honestly didn't remember when it happened, and for a minute thought maybe I remembered incorrectly because of the movie. So sad! Also, Harry doesn't waltz around at any point, because he didn't want the Triwizard Championship, he doesn't play Quidditch, he just mopes about things, Cho included. Who by the way is such a pain.
Hermione and the whole Freeing the house elves seemed a bit pointless, I kept thinking it would lead somewhere but maybe it was just JK's way of talking about slave labour and raising a flag. And I loved Lupin, of course, but that Mad Eye was such a bad surprise... Finally, Rita Skeeter's ending was sort of anti climatic. I liked Harry's nobility saving people in the championship and then sharing the prize with Cedric, because I think that's really who he is. But all in all, it was a great book.

Harry Potter and the Order of Phoenix
And here is my least favorite book. Harry is a sulky teenager and for half the book I just want to give him a piece of my mind. I completely understand and admire the author for doing it - after all, a boy who had that upbringing couldn't be a lovely teen and couldn't help but feeling what he felt, the best of us wouldn't - but still, it's awful. Ah, and why didn't anybody use Veritasaerum or the Pensieve to prove that Harry was right??? HIs stubbornness with the dreams and Occlumency drove me crazy too, even if it opened the door for the fact that his father was not the perfect guy he had thought before - which again, makes all the sense at this point of his life. Way to go, dr. Rowling :P
We again understand that Snape is a horrible person - having been built on like that for five books now. Little do we know what's ahead...
I love Fred and George more and more by the chapter, they never cease to be adorable. Neville becomes even sweeter. Cornelius Fudge should've been whipped. Dolores Umbridge was a satisfying villain handled, at least. Dumbledore's Army was the highlight of an otherwise very mopey book - and Luna Lovegood, maybe, who is a sweet character. And again, dark and sad ending, and even Dumbledore couldn't make it better. Too little too late, I'd say.




Harry Potter and the Half blood prince
A red herring was thrown here, and one spent 80% of the book guessing who the half blood prince was after all. Anyway, it was interesting and well written, and you see clearly the characters walking their own paths, you know? Also, Luna Lovegood, who's always a light to expect in this life full of pragmatic awful things.

Harry Potter and the Deathly Hallows
Such a dark, sad book. Of course, it ends with a glimmer of hope, but there were over 50 deaths in the final battle alone, and four others that were touching and awful throughout the book: Dobby, Fred, Lupin,  so horrible. Still, it ended beautifully, because it was the only way it could have. And the loved ones accompanying Harry to the battlefield were just a touch of magic, no pun intended, even though the speech he gave Voldemort at the end was a bit too movie like for me (you know when the villain and the hero talk endlessly before getting at each other's throats?)

Harry Potter and the Cursed Child
Just like the moody teenager Harry, because after all what goes around comes around, here you have Albus Severus, the second son of Harry and Ginny, being equally insufferable. The story is not terrible, but the script format and the aforementioned annoying teen didn't do it for me.


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sábado, 6 de janeiro de 2018

dezembro - 6on6


O primeiro banho (do ano) a gente nunca esquece? Panzerotti leva o hábito da Zara (de beber água na torneira) a um novo patamar...


Ele também destruiu meu terrário lindo e eu chorei... mas olha que lindeza as suculentas são!


Fiz cocada de forno da Rita Lobo!


Lá de Boston veio um mimo de uma amiga que já foi aluna, companheira de trabalho, e está na minha vida desde que era uma menina adolescente e eu reportava para seus pais em vez de essa mulher maravilhosa que já tem um filho lindo entrando quase na adolescência também.

Mais legal que ler as cartas entre Saramago e Jorge Amado foi fazer reserva no mesmo restaurante para o qual o primeiro convidou o segundo. Portugal, aqui vamos nós!




terça-feira, 26 de dezembro de 2017

dezembro! aleticiale2017

Vamos lá! pra terminar o ano, eu li:

As brasas, Sandor Marai
Veio emprestado, e gostei tanto quanto gostei do outro que eu li dele, De verdade. O autor, considerado húngaro, na verdade nasceu na cidade que hoje é Kosice, na Republica Tcheca, que eu por acaso visitei, a trabalho, então quis mencionar hahaha. A história é sobre um senhor, Henrik, que sempre esteve bem de vida e teve um amigo por muito tempo que estimava profundamente. Em algum momento, já na vida adulta, o amigo sai da cidade e eles deixam de se ver por mais de quarenta anos, mas as memórias de Henrik ainda são perfeitas - e mais elaboradas, pois sua desconfiança o foi ajudando a ser exato sobre elas.
A narrativa inteira gira em torno de algumas memórias sobre esse amigo, a governanta Nin e um longuíssimo discurso para o amigo, e eu me vi meio admirando a escrita e meio querendo chegar ao final - até descobrir que afinal, o final não tem o tipo de encerramento que eu acharia. Não dá pra falar da comparação mental que eu fiz sem possivelmente dar spoiler, então só vou dizer que gostei muito.

Menininha e outras crönicas, Rachel de Queiroz
No sebo, encontrei quatro livros da Rachel de Queiroz e estou numa sequencia deliciosa. Esse livro tem crönicas que foram escritas antes de eu  nascer e ainda fazem perfeito sentido, seja falando de feminismo ou de política.

O caso Morel, Rubem Fonseca
Acho que preciso desistir do Rubem Fonseca. Não há nada de errado com o livro, é claro, mas simplesmente não me apetece. Essa foi a história de um sujeito entrevsitando um preso que conta sua história, e ele se envolve, claro. Acho brutal, vejo menos o apelo humano e emotivo que o jornalístico e me perco.

Dois irmãos, Milton Hatoum
Esperei muito desse livro, nem sei o porquê. Finalmente o encontrei no sebo, e bom... achei razoável. Gosto muito de histórias de imigrantes, do olhar que tem sobre o novo mundo, das culturas familiares que a gente nem sabe que está preservando até ser incluído em outra família e ver que nem todo mundo fazia daquele jeito. Mas achei o Omar e Yaqub quase estereotipados em seus opostos, o que me irritou porque me pareceu meio falso, meio raso - não vi nada "bom"  ou "politicamente correto" no Omar e nada de deplorável no Yaqub, e simplesmente acho isso difícil de entender. Ao contrário dos pais, que entendo, e até da irmã, neles eu me impacientei e fiquei feliz ao terminar por me livrar dos dois. Sei lá, vai ver essa era a intenção do autor...

As três Marias, Rachel de Queiroz
Me lembrou muito As meninas, da Lygia, talvez pela época narrativa e serem trës meninas repletas de curvas e retas, crenças e alegrias. Adorei a narrativa, gostei menos delas.

Falando o mais rápido que eu posso, Lauren Graham
Pra quem curte Gilmore Girls, é um olho mágico na gravação antiga e na nova. Gostosinho. Comprei inclusive pruma amiga que compartilha essa paixão.

Com o mar pelo meio, Jorge Amado e Saramago - Cartas
A gente se vê sorrindo sem querer porque é tanta beleza numa carta que basicamente fala de problemas na vista ou viagens pra receber prêmios que vc entende que os dois eram feitos de histórias, como diria Galeano.

O conto do amor, Contardo Calligaris
Gostei mesmo foi da descrição italiana de Siena e outros lugares, que me fez voltar praquele lugar maravilhoso que é a Itália. Da história em si, acho que foi aceitável, mas não mudou minha vida.

Poesia reunida, Adelia Prado
O que tem em Minas que fabricou tanto poeta, né? Adelia foi uma grata surpresa.

Parece que consegui chegar no desafio do Goodreads de 2017, e fiquei feliz por cumprir algumas metas pessoais: li pelo menos um não ficção por mës, li muito mais literatura nacional, li poesia, foi um ano literariamente muito compensador. Também registrei no instagram (aspequenasegrandesalegrias) com a tag #aleticiale2017. Espero que 2018 traga ainda mais alegrias pequenas e grandes!





Feliz aniversário

Jamais esqueci do seu aniversário.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

2a. quinzena de novembro - A Letícia lê 2017

I've read/Eu li/He leído...

Un novio para Jane, Melissa Senate - me sonó lleno de cliches, pero probablemente porque fue escrito hace veinte años y todo se repite bajo al Sol. Basicamente, la vieja história de buscar un novio a una chica mediana.

Gestão pessoal, da coleção da HBR - uma coletânea de artigos sobre gestão, liderança, gestão do tempo. Adorei um chamado "os circuitos sobrecarregados" ou algo assim, ressoa na vida real. Gostei muito de metade deles.

Os sete hábitos das pessoas muito eficazes, Stephen Covey - tinha um certo preconceito sobre esse título, mas me surpreendeu positivamente. Bastante americano no sentido de "Vc pode tudo, seja proativo, etc", mas ele é ótimo contador de histórias para ilustrar os sete hábitos, que vão desde Seja proativo a Afine seu instrumento (falando de como vc precisa ser um ser humano integral, basicamente).

Terminei também os próximos Game of thrones (falta só o 5o.), que agora começaram a ir prum caminho diferente da série. Os livros se dividem em pessoas (um capítulo por personagem), então é bem interessante.

É isso. Timidozinho, né? mas a vida tá difícil, gente. Por outro lado, li mais de 100 livros da minha própria estante esse ano, cumprindo minha meta de desapego e realidade. E li não ficção, li literatura de vários países, li antigos favoritos, li um pouco de tudo. Tudo isso pra dizer que aí teve Black Friday e não resisti a comprar três livros: o da Lauren Graham, a Lorelai de Gilmore girls (li o primeiro e gostei bastante, esse parece bom), o de cartas entre Saramago e Jorge Amado, que já tinha quase lido pq toda vez que ia à livraria eu lia um pedaço, e o Stoner, do John Williams, que finalmente estava num preço bom - ele é capa dura e custava tipo 75 reais, impraticável, né?

E assim caminhamos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

6on6


1. Eu não sei andar de bicicleta. Isso dito, descobri que alugam triciclos no Ibirapuera e matei a vontade de criança de passear no ventinho feliz do feriado.



Essa é a maior novidade da família: um pacotinho de amor chamado Miguel que é o primeiro bebê da família



Exposição do Instituto Moreira Salles, gratuita e impactante. O que você pensa olhando essa foto?


Rita Lobo tem que ser uma ídola se conseguiu me fazer cozinhar torta de limão e ficar linda.

Turistar em SP é maravilhoso: Jardins da Independência, no Ipiranga.


Bate e volta na praia, porque é muito bom sentir cheiro de mar...





terça-feira, 21 de novembro de 2017

aleticiale2017

I've read/eu li...

A felicidade, desesperadamente - André Comte Sponville
Transcrição de uma fala do autor sobre a felicidade, é um presente: li umas quatro vezes e sempre volta pra estante mais sublinhado que anteriormente. Começa contrastando a visão do Platão de que desejo é falta (ou seja, não é possível ser feliz porque você está sempre procurando o que não tem) e expondo toda a ideia por trás; depois passa por Spinoza e outros pensamentos, e você não consegue deixar de se relacionar com a escrita. Incrível.

Psicologia do inconsciente, Jung
Uma porta de entrada interessante, didática e fácil, mas também incompleta, porque é uma transcrição. Fiquei com gosto de quero mais várias vezes.

The other side of story, Marian Keyes
The story of four women, all intertwined, makes (almost) a good Liane Moriarty. But I found myself enjoying it but not loving it, and won't miss it - donation pile. Apparently I enjoy Marian Keyes more in her non fiction stuff.

Game of thrones, George Martin
It is very faithful to the series, mostly: the first difference that matters is shown on the third book. I've started the fourth, so more to come.

Vince and Joy, Lisa Jewell
It sounded like a soap opera for most of the time; cute, but not terribly interesting and imho, a bit far-fetched, especially at the end - some knots left loose, I think. I miss just enjoying a good chick lit.